Prédio do antigo Colégio Sao Luiz corre risco de ruir

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Prédio do antigo Colégio Sao Luiz corre risco de ruir


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Um dos maiores patrimônios históricos do municipio, o prédio do antigo Colégio Sao Luiz, que há anos encontra-se em ruinas e com obras de reforma e restauraçao praticamente paralisadas, passou por uma inspeçao na última terça-feira, 13, realizada por representantes do Conselho de Patrimônio Histórico, Artistico e Cultural (Condephac), da Prefeitura e das empresas contratadas para os projetos e obras no imóvel, a pedido do Ministério Público. Segundo a análise dos profissionais, há risco de desabamento do prédio caso nao sejam retomados os serviços num ritmo mais célere.

“O prédio nao está inteiro, consolidado ou estabilizado, ele pode ruir sim. O material está se deteriorando. A estrutura metálica nao está protegida e com o tempo está enferrujando. Essa paralisaçao, além de ser comprometedora atualmente, pode fazer com que futuramente, quando eles retomarem as obras, algumas coisas tenham que ser refeitas, e isso é um absurdo.

É dinheiro público que está sendo perdido. Vamos encaminhar os relatórios de todas as partes (Prefeitura, Condephac e empresas) para o Ministério Público”, declarou o arquiteto Gustavo Picarelli, representante do Condephac.


Prédio foi vistoriado por representantes do Conselho de Patrimônio Histórico, Artistico e
Cultural (Condephac), da Prefeitura e das empresas contratadas para os projetos e obras no imóvel

“Estamos fazendo apenas alguns reparos, como retirada de tapumes, chapiscos, mas como nao temos recebido os repasses da Prefeitura e há notas de 2015 que ainda nao foram pagas, fica complicado. Trabalhamos com apenas dois ou tres funcionários há cerca de seis meses. É um ritmo muito lento, praticamente paralisado”, afirmou Márcio Bronzatti, engenheiro da Flaza, empresa responsável pela execuçao das obras.

Adriano Grasson, engenheiro civil da Engecalc, que fez o projeto de cálculos estruturais, alerta para a necessidade de se concluir o quanto antes a estrutura metálica e a cobertura, para nao comprometer o prédio.

“Essas alvenarias expostas no tempo, que sao de barro, demandam uma proteçao contra as intempéries. A estrutura feita com as colunas necessitaria da cobertura prevista em projeto. Seria interessante ter essa previsao para ser feita a cobertura e garantir a proteçao da obra”, avalia.

Ainda de acordo com o representante da Flaza, “a parte que foi realizada é de reforço estrutural, com 75% executados. Faltam 25% para acabar de estabilizar e consequentemente fazer o restante”.

Em 1o de outubro do ano passado, o BJD publicou reportagem sobre a situaçao do prédio. Naquela ocasiao, foi noticiado que os trabalhos estavam no estágio das superestruturas (vigas e pilares metálicos) e haviam sido executadas obras de demoliçao, limpeza, fundaçoes, superestrutura em andamento, guarita, cabine de força e muro de arrimo de divisa. Estavam – e estao – para serem realizados os trabalhos de finalizaçao de superestrutura, cobertura, instalaçoes elétricas e hidráulicas, revestimentos, pisos, acessórios sanitários e pintura.

Sobre os valores das obras, foi informado pela assessoria de imprensa da Prefeitura da época e confirmada pela atual, que “a restauraçao é dividida em duas fases. A primeira tem o valor de R$ 2.678.340,90 e com aditivo de R$698.604,30. A segunda fase está orçada em R$ 4.114.657,31 e deve receber um aditivo de R$1.073.250,75. Até o momento foram pagos, na fase 1, R$ 967.716,03, com aditivo de R$ 408.310,81. Na fase 2, foram pagos R$ 1.405.183,47 e aditivo de R$138.196,10. O total medido e pago é de R$ 2.919.406,41. A restauraçao e reforma prédio do antigo Colégio Sao Luis está orçada em R$ 8.564.853,26.”

Em 2012, o ex-prefeito Joao Afonso Sólis (Jango) iniciou a reforma e restauraçao do prédio, para transformá-lo em um centro cultural, com espaço para apresentaçoes artisticas, biblioteca, salas de estudos e aulas.

Edmir Chedid tenta recuperar verbas para as obras

A reportagem do BJD entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Turismo do Estado de Sao Paulo, responsável pelo Dade, e obteve a resposta de que o atraso nos repasses se deve em funçao da perda de prazo na prestaçao de contas da administraçao anterior do Executivo e consequentemente a perda dos recursos, e que o deputado Edmir Chedid está tentando junto ao Governo Estadual a recuperaçao das verbas.

De acordo com a assessoria, foram firmados dois convenios com o municipio. “Em ambos os convenios, o objeto é de reforma e restauro do antigo Colégio Sao Luiz, portanto, a completa restauraçao das instalaçoes do imóvel.

O convenio de 2009 foi assinado em 28/12/2009, com prazo legal de conclusao, conforme determina a legislaçao, de 5 anos. Já o de 2010, foi assinado em 23/12/2010, com o mesmo prazo legal de conclusao”, afirmou em nota Fernando Lancha, coordenador de comunicaçao da Secretaria de Turismo do Estado de Sao Paulo.

“Nao ocorreram atrasos nos repasses dos recursos. O que houve foi atraso na prestaçao de contas dos dois convenios, ou ausencia delas.

O convenio de 2009, celebrado em 28/12/2009, teve sua 1a liberaçao em 25/02/2010, e sua última e única prestaçao de contas foi analisada e concluida em 09/08/2016, ou seja, mais de 5 anos após a liberaçao da parcela.

O convenio de 2010, assinado em 23/12/2010, com sua 1a liberaçao de valores em 29/12/2010, 6 dias após a assinatura, tendo sua última e única prestaçao de contas analisada e concluida em 09/08/2016. Assim, os repasses nao aconteceram porque a Prefeitura nao apresentou a prestaçao de contas”, confirmou o coordenador.

”Todo e qualquer convenio assinado entre o Dade e as estâncias tem validade de 5 anos. Esse periodo pode ser estendido desde que solicitado 6 meses antes do seu término. Em nenhum dos dois casos foi feito tal pedido. Por conta disso, os dois estariam cancelados, bem como os recursos para sua realizaçao.

O deputado estadual Edmir Chedid, vendo a gravidade do problema, encaminhou pedido ao governador Geraldo Alckmin para que encontrasse uma saida juridica a fim de que Bragança Paulista nao perca os recursos. O secretário Laércio Benko está esperando essa definiçao para fazer a liberaçao dos recursos ainda este ano, possibilitando que as obras do Colégio Sao Luiz sejam retomadas rapidamente”, finalizou.

Os valores perdidos pela Prefeitura nao foram confirmados pela Secretaria de Turismo do Estado de Sao Paulo.


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Fonte:

BJD Online

http://bjd.com.br/site/noticia.php?id_editoria=8&id_noticia=25762