Servidores municipais se revoltam com apresentação de novo projeto e tumultuam inicio de sessão

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Servidores municipais se revoltam com apresentação de novo projeto e tumultuam inicio de sessão


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Como esperado, a 44ª sessão ordinária do Poder Legislativo, realizada na terça-feira, 5 de dezembro, teve momentos de tensão, tumulto e bate-boca entre servidores públicos municipais e vereadores, mas também teve momentos de tranquilidade e confraternização, já que a reunião semanal foi a última do ano.

O clima esquentou logo no inicio da sessão, quando o 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara, vereador José Gabriel Cintra Gonçalves, fez a leitura da retirada do Projeto de Lei 52/2017, que fixava o pagamento de Obrigações de Pequeno Valor (OPVs) decorrentes de decisões judiciais.

Nesse mesmo instante, alguns manifestantes aplaudiram. Logo em seguida, a presidente da Câmara, Beth Chedid se dirigiu ao presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismub), Carlos Alberto Martins de Oliveira, para pedir que eles respeitassem a fala dos vereadores. “Eles podem e têm o direito de se manifestarem, mas que respeitem, pelo menos, o discurso do vereador”, disse Beth à reportagem do BJD.



No entanto, o pedido foi em vão. Ao ler a entrada da nova matéria, o Projeto de Lei Complementar 21/2017, que fixa o pagamento de OPVs em R$ 10 mil e ainda permite a transferência do crédito precatório para inscritos em divida ativa, os funcionários começaram a vaiar, não sendo possivel a compreensão do texto por quem acompanhava a sessão.

Logo em seguida, Beth Chedid anunciou que duas sessões extraordinárias seriam agendadas para a próxima quinta-feira, 7, às 16h00 e 16h30, respectivamente; e os manifestantes começaram a gritar, proferir palavras de ordem e pedidos para marcar as sessões no periodo noturno.

Às 17h00, a presidente suspendeu a sessão por 15 minutos. Nesse interim, houve mais tumulto. Um grupo de representantes da Guarda Civil Municipal chegou a afirmar que a Administração usou de ‘má-fé’ ao divulgar uma foto que mostrava os guardas com mãos levantas, induzindo que eles concordavam com o novo projeto. “Essa foto foi de uma reunião interna e votada outra proposta. Usaram de má-fé”, disseram. Em seguida, os manifestantes se retiraram do plenário.

Retomada a sessão, o vereador Claudio Duarte pediu para que as sessões extraordinárias ocorressem em outro dia, pois ele não poderia estar presente na quinta-feira, 7, devido ao seu trabalho. Beth Chedid acatou o pedido e as extraordinárias foram remarcadas para terça-feira, 12, a partir das 16h00. Como não tinha nenhum manifestante, não houve reclamações sobre o horário das sessões.

DEPOIS DA TEMPESTADE...

Assim como diz o ditado popular “depois da tempestade, vem a bonança”, o mesmo aconteceu na sessão ordinária.

Após a contenda, a sessão seguiu normalmente e tranquila. Todos dos projetos da pauta foram aprovados por unanimidade: PLC 20/2017, de autoria do Executivo, que faz alterações à lei que isenta de pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) os imóveis atingidos por enchentes, facilitando a obtenção dessa isenção; PL 48/2107, de autoria dos vereadores Beth Chedid, Benedito Franco Bueno, Rita Leme e Basilio Zecchini Filho, que permite o uso de equipamentos eletrônicos portáteis em sala de aula para fins educativos e com autorização do professor; PL 49/2017, de autoria da vereadora Beth Chedid, que institui a Semana Municipal de Valorização Cultural do Mercado Municipal; PL 56/2017, de autoria do prefeito Jesus Adib Abi Chedid, que dispõe sobre abertura de crédito adicional especial na Lei Orçamentária Anual para o exercicio de 2017; e PL 57/2017, de autoria da vereadora Beth Chedid, que denomina Rua Olga de Lima Silva a via pública conhecida como Rua Projetada 2, no Conjunto Habitacional Prof. Ângelo Magrini Lisa.

Na última hora da sessão, alguns vereadores utilizaram a tribuna para fazer comentários e cobranças.

Claudio Moreno comentou a chegada de 12 ônibus seminovos adquiridos pela empresa Nossa Senhora de Fátima Auto-Ônibus. “São veiculos ano 2015 que estão sendo adaptados e logo começarão a circular”, anunciou.

Benedito Franco Bueno comentou sobre o “rolezinho” que aconteceu no último domingo, 4, na Concha Acústica e citou, mais uma vez, os problemas com a iluminação pública. José Gabriel comentou que no último final de semana grande parte da zona rural do municipio ficou sem energia elétrica e citou três decepções na administração pública no ano: iluminação, manejo das capivaras do Lago do Taboão e a paralisação do Plano Diretor.

Mário B. Silva afirmou que os problemas com os serviços de hidroterapia e hidroginástica foram solucionados. Natanael Ananias comentou sobre alguns problemas enfrentados por moradores dos bairros Águas Claras e São Miguel; também citou a falta de iluminação pública na Hipica Jaguary e alertou para a possibilidade da Creche Colibri não mais atuar no municipio.

Luis Henrique Duarte citou preocupação quanto ao processo seletivo realizado pela Organização Social (OS) Reviva Saúde. “Pessoas fizeram o concurso e as que passaram foram convocadas, mas não estão chamando por ordem de posição do concurso.

É um absurdo”, disse. Claudio Moreno explicou que foram chamados conforme o edital, no entanto, muitos não assumiram. “Esses que estão na fila não serão chamados agora, no entanto não haverá prejuizo. É necessário fazer treinamento. Se chamar todo mundo nesse periodo de festa, é complicado, por isso foi decidido manter alguns funcionários”, explicou.

Por fim, Paulo Mário e Beth Chedid fizeram considerações sobre o ano do Legislativo.

TRIBUNA LIVRE

Na Tribuna Livre, Tânia Maria Guelpa Clemente, comentou sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro. Ela destacou a parceria de três anos entre a Secretaria de Saúde e a Diretoria de Ensino; informou dados dos testes disponibilizados pelo SUS e citou os problemas estruturais do Centro de Saúde. “Estamos atendendo no prédio da rodoviária nova.

É uma estrutura pequena que não abriga toda a equipe do DST/Aids. Neste ano, a Prefeitura começou uma reforma no Centro de Saúde, mas o prédio continua interditado. Faço aqui um apelo aos vereadores: tenham um olhar direcionado ao Centro de Saúde”, finalizou.

Teresa Monteiro Otondo, falou sobre a escolha da ave simbolo de Bragança Paulista: a coruja-buraqueira.


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Fonte:

BJD Online

http://bjd.com.br/site/noticia.php?id_editoria=8